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Dicas de como agir no trânsito.

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Os números comprovam o que pode ser percebido a olhos nus. Basta sair de casa para encarar o trânsito caótico de qualquer grande centro urbano brasileiro para perceber que a quantidade de motos nas ruas é crescente. Em 10 anos, as vendas dobraram no mercado nacional. Foram 1.730.446 unidades emplacadas em 2012, contra 860.479 em 2002, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). E não para por aí. Estimativa é fechar este ano com 1.784.000 de motos comercializadas. Conclusão? É preciso que exista, cada vez mais, uma convivência harmoniosa entre condutores de motos e carros no trânsito e, acima de tudo, que as medidas de segurança sejam levadas a sério.

É preciso que exista, cada vez mais, uma convivência harmoniosa entre condutores de motos e carros no trânsito.

Pensando nisso, a Associação de Consumidores Proteste elaborou uma cartilha para os motociclistas. O documento traz desde informações básicas, como os tipos de veículos, até questões de segurança e dicas para convivência em harmonia no trânsito. A Convem mostra alguma dicas que têm como objetivo a prevenção de acidentes. Mesmo você que acha que já sabe tudo, não deixe de ler. Sempre há algo para aprender.

COMEÇO POR CIMA

O uso do capacete é obrigatório e a ausência dele é considerada infração gravíssima, com multa de R$ 957,70. Mas não é qualquer um: são permitidos o integral – totalmente fechado, o misto – proteção removível para o queixo, o modular – com frente móvel, e o aberto – sem queixeira. O tipo coquinho não protege a nuca e é proibido. Vale ressaltar que o capacete precisa ter o selo do Inmetro e tem prazo de validade. Outros equipamentos de segurança também são importantes, como luvas, coletes e botas.

NA LINHA
As linhas pintadas nas ruas não estão ali por um acaso. Elas delimitam o espaço entre uma faixa e outra e podem ajudar bastante os motociclistas. Uma dica é parar sobre elas nos semáforos porque, se parar atrás do carro, outro condutor pode não ter tempo para frear e bater na traseira da moto. Mas, quando estiver em movimento, é bom se manter sempre na mesma pista e evitar costurar. Preste atenção: se o motociclista da frente frear bruscamente, faça o mesmo pois ele pode ter visto algo que você não percebeu. E, por último, só ultrapasse pela esquerda e não esqueça de sinalizar.

ATENÇÃO REDOBRADA
Não se deve subestimar os perigos do trânsito. Cuidados básicos como não atender o telefone enquanto dirige e prestar atenção ao estado das vias, aos demais veículos e pedestres são essenciais. E não esquecer de respeitar a sinalização e obedecer as placas. Fazer um curso de reciclagem é importante para que o condutor se mantenha atualizado.

MANOBRA SEGURA
Não esquecer de só ultrapassar pela esquerda. E, mesmo assim, é preciso ter muita atenção. É importante ter a visão de todos os veículos e utilizar a sinalização. Manter a distância necessária para concluir a manobra sem correr riscos, já que as motos são mais rápidas e as ultrapassagens mais perigosas. Já ao passar por cruzamentos, diminua a velocidade para que possa frear mais fácil em caso de imprevisto e preste atenção à sinalização e ao semáforo.

FAÇA-SE VISÍVEL
Coisa relevante é levar em consideração que o motociclista deve se fazer sempre visível para os demais condutores. Procurar não dirigir nos pontos cegos dos carros é fundamental. Outra medida é manter os faróis ligados não só à noite, mas de dia também. Até a roupa pode ajudar: usar vestimentas claras com materiais refletivos pode facilitar na identificação.

DISTÂNCIA REGULAMENTAR

Tenha em mente que a distância pode salvar vidas. Não ande colado no veículo da frente porque, só assim, é possível ter tempo para frear diante de um imprevisto. O tempo de reação, quando o piloto enxerga o obstáculo até tomar uma atitude para evitar um acidente, é de 0,75 centésimos, de uma forma geral. A velocidade influencia, então, quanto mais rápido, maior deve ser a distância do veículo da frente.

E SE CHOVER?
Aumente a distância em relação ao carro da frente porque, com a via molhada, o atrito do pneu com a pista diminui. Neste caso, o tempo de frenagem é duas vezes maior do que em condições normais. E não esqueça de manter os pneus sempre calibrados, com a pressão correta.

SE BEBER…
Já sabe: não dirija! O álcool causa uma sensação de relaxamento e retarda os reflexos. Nada indicado para quem precisa estar sempre atento ao trânsito. Além de arriscar a vida, sua e dos demais motoristas, ser flagrado dirigindo alcoolizado é considerada infração gravíssima, com sete pontos na carteira, além de multa de R$ 1.915,30, cassação da habilitação, retenção e remoção do veículo, suspensão do direito de dirigir e detenção por seis meses a três anos.

PESA NO BOLSO
Cumprir as leis também gera economia. Existem vários tipos de infrações e não variam muito dos motoristas de automóveis para motos. As leves, como conduzir sem portar os documentos, contram três pontos na habilitação, com multa de R$ 53,20. As médias, como andar acima da velocidade permitida, rendem quatro pontos e multa de R$ 86,13. As graves, como seguir veículo de urgência, geram cinco pontos e valor de R$ 127,69, além de outras sanções. As gravíssimas, como andar sem capacete ou alcoolizado, contam sete pontos e podem variar de R$ 191,54 a R$ 957,70, além de outras punições.

SEGURANÇA EXTRA

Você sabia que é obrigatório que todas as motos saiam de fábrica com kit antifurto instalado? Ele visa à diminuição dos índices de roubos e o condutor não tem escolha: tem que pagar pelo equipamento. Mas ele pode optar ou não pela ativação do serviço de localização e de bloqueio, pagando um extra para isso.

INDENIZAÇÃO OBRIGATÓRIA
Toda vítima de acidente de trânsito tem direito à indenização do seguro DPVAT. Vale ressaltar que isso independe da apuração de culpados ou de pagamento em dia. A indenização vale para mortes, invalidez total ou permanente e despesas médicas. Ele não paga, no entanto, indenizações por danos morais e materiais, além de despesas decorrentes de ações judiciais contra o causador do acidente. Ter um seguro particular também é uma saída.

SE LIGUE NO CHAMADO
Muito se ouve falar, ultimamente, em recall. Isso significa que um problema foi descoberto e precisa ser reparado. No caso das motos, o conserto pode evitar acidentes. Portanto, fique sempre atento se o seu modelo está sendo convocado voluntariamente pelas empresas ou por ordem judicial. Se sim, agende o reparo o quanto antes, para garantir a segurança.

DEFESA DO CONSUMIDOR

Acidentes causados por falja mecânica ou mau funcionamento da moto podem ser considerados acidentes de consumo. Saiba que o Código de Defesa do Consumidor estebelece que as empresas sejam responsáveis pelos danos materiais e morais, nestes casos. O proprietário deve negociar a reparação com a empresa e, caso não obtenha sucesso, deve entrar com uma ação judicial.

GERE GENTILEZA
Por último, seja gentil no trânsito. O ditado que gentileza gera gentileza é a mais pura verdade. O trânsito não deve ser encarado como uma guerra entre condutores de motos e carros. Não adianta discutir quem é culpado pelos acidentes, mas tentar evitá-los. Brigas e discussões desviam a atenção e aumentam os riscos de acidentes. Lembre-se que o erro do outro não justifica o seu e que a raiva é passageira, mas os danos podem ser permanentes. A paz só pode ser conseguida com o compromisso de dirigir com cuidado e respeito à sinalização,às leis de trânsito e, principalmente, aos demais motoristas, passageiros e pedestres.

 

FONTE: Luciana Morosini – Diario de Pernambuco

Convem

A Convem é uma concessionária autorizada Honda do Brasil sediada em Alagoas. Nosso intuito com esse site é poder te ajudar com toda nossa experiência em motos. Aqui vamos passar para você dicas úteis, informações e passo a passo sobre como cuidar da sua moto, pilotar com segurança, escolher sua moto e muito mais.

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